O agro não deve se ajoelhar — deve ser ouvido
Opinião · Editorial Fala do presidente Lula em Santa Catarina reacende o debate sobre a relação entre o Estado e quem produz. Política pública não é favor pessoal — e apoio público não dispensa responsabilidade. Por Romário Cruz · Eldorado do Sul (RS) · 27 de setembro de 2026 Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial. Ao afirmar, durante agenda eleitoral em Santa Catarina, que o agronegócio “deveria não só votar, mas se ajoelhar” para ele, em referência aos recursos públicos destinados ao setor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma reação que vai além da disputa política. A frase toca uma questão essencial: qual deve ser a relação entre o Estado e quem produz? Em uma democracia, políticas públicas não são favores pessoais do governante — e reconhecer a importância de um setor não significa conceder-lhe imunidade a críticas ou obrigações. O agronegócio tem peso decisivo na vida brasileira. Da agricultura familiar às grandes cadeias de grãos, carnes, fru...